André Rodrigues

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Archive for the ‘SAÚDE’ Category

Diferença entre 60 e 65 Km.

Posted by André Rodrigues em 27/03/2011


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Tomar água ajuda a controlar o apetite, mostra pesquisa.

Posted by André Rodrigues em 20/12/2010


Será que a batalha que a sociedade trava há um longo tempo com a “barriguinha indesejável” finalmente chegou ao fim? E a solução para este problema parece ser um agente controlador de apetite que não requer prescrição médica, não tem efeito colateral e custa muito pouco. Cientistas que participavam do 240º Encontro Nacional da Sociedade Química Americana divulgaram o resultado de um novo ensaio clínico confirmando que apenas oito copos por dia do “elixir”, preferencialmente antes das refeições, possibilita a perda de peso. E esse “elixir” do emagrecimento nada mais é do que a água comum.

Os estudos comprovaram que o aumento do consumo de água é uma eficiente estratégia para a perda de peso. Segundo Brenda Davy, Ph.D e responsável pela pesquisa, estudos anteriores comprovaram que pessoas na meia idade e idosos que tomaram dois copos de água logo antes de uma refeição comeram entre 75 e 90 calorias a menos nessa mesma refeição. No recente estudo que durou 12 semanas, as pessoas que beberam água antes das refeições, três vezes ao dia, perderam algo em torno de 2 kg a mais do que as que não aumentaram o consumo de água no mesmo período.

“As pessoas devem beber mais água e menos bebidas com alto teor calórico. Esta é uma maneira simples de controlar o peso”, disse Brenda Davy.

Brenda salientou ainda que há muito tempo as pessoas já vem percebendo que a água pode ajudar na perda de peso. O que muda é que agora há uma informação científica que comprove isso. Estudos anteriores insinuavam que beber água antes das refeições poderia reduzir o consumo de calorias. Faltava até o momento, no entanto, a “prova” concreta que surgiu após um ensaio clínico e controlado que comprovou que a perda de peso entre aqueles que beberam água antes das refeições foi realmente maior do que aqueles que não beberam.

O estudo incluiu 48 adultos entre 55 e 75 anos que foram divididos em dois grupos. Um grupo tomou dois copos de água antes das refeições e o outro não tomou. Para todos os indivíduos foram servidas refeições de baixa caloria. Durante as 12 semanas, os que beberam água perderam 7 kg enquanto que aqueles que não beberam perderam cerca de 5 kg.

Brenda disse que a água pode ser tão eficaz simplesmente por encher o estômago de algo que não tem caloria. As pessoas se sentem satisfeitas e acabam ingerindo menos calorias durante as refeições. O aumento do consumo de água também pode ajudar as pessoas a perderem peso se elas passarem a beber água no lugar de outras bebidas que contêm calorias, por exemplo.

Outras bebidas que contenham adoçantes também podem ajudar na diminuição da ingestão de calorias e perda de peso, disse Brenda. No entanto, ela aconselha a não ingerir bebidas adoçadas com açúcar e xarope de milho rico em frutose uma vez que são muito calóricos. Uma lata de refrigerante, por exemplo, contém cerca de 10 colheres de açúcar.

Brenda salientou que ninguém ainda sabe ao certo qual a quantidade ideal que uma pessoa deve beber de água por dia. O Instituto de Medicina – que aconselha o Governo Federal Norte-Americano sobre ciência, diz que as pessoas saudáveis podem simplesmente deixar a sede servir como guia. Ele não determina exatamente qual a quantidade ideal de água, mas estabelece como recomendação em geral que as mulheres devem tomar cerca de 9 copos de líquido por dia (tanto faz a bebida, incluindo água) e os homens cerca de 13 copos por dia.

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A dieta do cérebro.

Posted by André Rodrigues em 05/11/2010


Pesquisa britânica revela: sua saúde mental (e profissional) está diretamenta ligada ao que você come.

Você é o que come: Em média, o cérebro de uma pessoa com peso ao redor de 65 kg é formado por: carboidratos, minerais, proteínas, gorduras e água

Sua alimentação pode ter impacto direto em sua saúde mental e, conseqüentemente, na sua produtividade profissional. Pelo menos é o que sugere uma pesquisa realizada pela Fundação Mental Health, no Reino Unido, relacionando o crescimento de distúrbios psicológicos (como depressão e hiperatividade) às mudanças da nossa alimentação nos últimos 50 anos. O estudo — que compilou material de outras investigações na área, uma pesquisa qualitativa com mais de 2 000 adultos e entrevistas com especialistas — avaliou os hábitos alimentares do cidadão britânico e descobriu que ele é um pacote ambulante de aditivos químicos: ingere, por ano, quatro quilos deles, a exemplo dos conservantes. Adicione a isso um ritmo de vida acelerado e temos uma dieta que inclui: – mais alimentos processados (daqueles que duram muito tempo no armário da cozinha e na geladeira)

– uma variedade menor de frutas e verduras

– muito mais cereais refinados (quem se lembra de arroz integral?) e quase todos baseados no trigo

– menos peixe e muita carne vermelha

– muito mais aditivos químicos (conservantes, agrotóxicos e seus resíduos etc).

A autora do relatório, Courtney van de Weyer, diz que esse tipo de alimentação, rica em alimentos processados, provoca uma deficiência de nutrientes vitais para o organismo — já que alguns deles são encontrados apenas na versão natural. “Além disso, há um problema extra: os alimentos processados contêm níveis altos de açúcares e gorduras trans, que são associados, em vários estudos, a problemas de saúde mental”, diz. Como nem só os ingleses modificaram os hábitos alimentares nos últimos anos — e muitos brasileiros seguem uma dieta igualzinha à que a pesquisadora descreve –, o alerta também vale para os profissionais do lado de cá do Atlântico.

Se para os indivíduos o resultado das mudanças alimentares é uma vida menos saudável, produtiva e prazerosa, para os países o prejuízo econômico é grande. A pesquisa da Fundação Mental Health, feita em parceria com a Sustain — ONG com sede em Londres que aconselha governos e agências reguladoras em assuntos ligados à políticas agrícola e alimentar –, enumerou os custos do problema para a saúde econômica dos britânicos. No Reino Unido, as perdas anuais em virtude de distúrbios psicológicos representam um prejuízo de 28,3 bilhões de libras esterlinas (ou mais de 49 bilhões de dólares). Para as companhias britânicas, a conta fica perto de 4 bilhões de libras anuais.

VEJA BEM…
A pesquisa britânica não encontrou evidências de que mudar sua alimentação de forma radical vai curar ou prevenir os problemas psicológicos e neurológicos. Mas indicou que uma dieta saudável diminui os sintomas e, se for necessário tomar medicação, potencializa os benefícios do medicamento, além de reduzir os efeitos colaterais. Esses resultados, no entanto, enfrentam algumas resistências. “Faz realmente sentido associar boa alimentação ao bom funcionamento do cérebro”, diz Arthur Guerra de Andrade, psiquiatra do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). “Mas é arriscado afirmar que uma alteração da dieta, sozinha, teria poder para influenciar o funcionamento dos neurotransmissores [substâncias presentes no cérebro que, quando não estão em equilíbrio, podem causar a depressão, por exemplo].” Aos médicos e cientistas que sugerem que associar dieta a doenças psicológicas é forçar a barra, Courtney van de Weyer responde: “É claro que é preciso fazer mais pesquisas. Hoje não se pode afirmar categoricamente que a depressão é causada por uma dieta pobre e que pode ser curada se você se alimentar de forma saudável. Mas dizer que não há nenhum impacto é ignorar muita investigação com evidências consistentes”.

Controvérsias à parte, é inquestionável o argumento de que uma boa alimentação beneficia o organismo. “Infelizmente, não vai ser comendo melhor que vamos eliminar o mal de Alzheimer. Mas um organismo alimentado adequadamente responde melhor aos medicamentos e enfrenta com mais competência qualquer distúrbio, não só os neurológicos”, diz o neurologista Pedro Paulo Porto Jr., do Hospital Albert Einstein e membro da academia americana de neurologia. Ou seja, da próxima vez que ficar indeciso entre a lasanha congelada e a suposta “trabalheira” para preparar a receita caseira da mama, use seu cérebro e fique com a segunda opção. Seus pneuzinhos podem continuar incomodando, mas a decisão pode fazer muito por seu bem-estar psicológico. O que a pesquisa inglesa comprovou foi aquilo que sua avó já sabia: comer direito só faz bem. Inclusive para o cérebro.


TROQUE O CONGELADO PELO ORGANICO

Você não precisa ter uma horta em casa para comer bem. Confira as dicas da Fundação Mental Health:

NA HORA DE COMPRAR
* Vá a feira ou a lojas de produtos naturais
* Coma produtos orgânicos. Se ficar caro para todos os dias, tente consumi-los apenas algumas vezes na semana
* Compre frutas e vegetais da estação

NA HORA DE COZINHAR
* Tente preparar você mesmo suas refeições. Sai mais barato do que congelado de supermercado. E sempre pode fazer em maior quantidade para congelar — a diferença é que você não vai precisar de todos os conservantes que a fábrica adiciona
* Essa é do tempo da sua bisavó: lave beeeeem tudo o que você come cru

NA HORA DE COMER
* Coma cinco porções de frutas e/ou verduras por dia
* Evite as refeições feitas fora e entregues em casa. Geralmente são ricas em sal, açúcar e aditivos
* Coma peixe toda semana
* Não substitua a refeição feita com ingredientes frescos por um sanduíche só porque é mais rápido
* Tenha sempre à mão ingredientes que lhe permitam cozinhar em casa.

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Viva mais, viva melhor!

Posted by André Rodrigues em 08/09/2010


VÍDEO sensacional do sistema cardiovascular.

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Vida Saudável!

Posted by André Rodrigues em 19/08/2010


Os 10 mandamentos de Nuno Cobra, preparador físico.

1 – Durma pelo menos oito horas e tente acordar sem despertador.  “Ele é uma agressão ao organismo.”
2 – Alimente-se em pequenas quantidades a cada três horas;
3 – Cheire a comida, pegue as folhas com as mãos e mastigue o mais devagar possível;
4 – Exerça alguma atividade física pelo menos três vezes por semana. Uma hora de caminhada pode ser praticada por qualquer pessoa, em qualquer lugar, e é suficiente para obter os benefícios do esporte;
5- Evite ficar nervoso. Em situações de stress, experimente bocejar e espreguiçar;
6- Dedique pelo menos quinze minutos do dia à meditação. Escolha um local silencioso, sente-se numa posição confortável e se esqueça da vida;
7- Tome ao menos dois banhos frios por dia. Esse hábito é energizante;
8- Nenhum tratamento irá funcionar se você não abandonar seus vícios, a começar pelo cigarro;
9- Quando fizer exercícios físicos, concentre-se apenas neles. Não leia enquanto pedala na bicicleta nem ouça música enquanto corre;
10- Preste atenção ao fluxo de ar que entra e sai de seu pulmão e procure respirar mais profundamente;Faça elogios com mais freqüência.Essa tática funciona como um ímã e faz com que todos queiram estar a seu lado.

Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista.

1- Não se culpe por ser gordo. Procure ajuda e emagreça;
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas.  O que vale é aprender a comer;
3- Não há alimento proibido. O segredo é não exagerar em nada;
4- É possível comer bem e ter um peso normal;
5- Obesidade é uma doença e, às vezes, seu tratamento requer a intervenção de medicamentos.  Mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico.

Os cinco mandamentos de Alfredo Halpern, endocrinologista.

1- Não se culpe por ser gordo. Procure ajuda e emagreça;
2- Fuja das fórmulas mágicas e das dietas milagrosas.  O que vale é aprender a comer;
3- Não há alimento proibido. O segredo é não exagerar em nada;
4- É possível comer bem e ter um peso normal;
5- Obesidade é uma doença e, às vezes, seu tratamento requer a intervenção de medicamentos.  Mas lembre-se: eles precisam ser receitados por um médico.

Os cinco mandamentos de  Fernanda Lima e Ari Stiel Radu, reumatologistas.

1-  Não pratique exercícios em locais expostos à poluição, como avenidas movimentadas.  Escolha horários com menos tráfego ou deixe para se exercitar em casa, numa esteira, por exemplo;
2- A regularidade traz mais benefícios à saúde do que a intensidade da atividade física;
3- Fique atento à postura.  Se você não se cuidar, todo o esforço com atividades fisicas poderá ser em vão;
4- Seja paciente com seu corpo.  Em um mês, você não vai recuperar o atraso de dez anos;
5- Evite exercitar-se em horários de calor excessivo, para não sofrer desidratação.

Os cinco mandamentos de Tânia Rodrigues, nutricionista.

1- Acostume-se a beber mais água.  Deixe um litro sobre a mesa de trabalho e outro  dentro do carro;
2- Inclua pelo menos três frutas na alimentação diária.  Elas garantem quantidades mínimas de vitaminas, fibras e minerais, que ajudam a prevenir diversos tipos de câncer;
3- Não saia de casa sem se alimentar.  Se sua refeição for apenas um cafezinho, pelo menos acrescente um pouco de leite à xícara;
4- O jantar deve ser a refeição mais leve do dia. Se você tem mais fome à noite, faça um esforço e coma menos nesse horário.  O corpo se acostumará e você terá mais apetite de manhã;
5- Coma uma pequena porção de algum alimento rico em carboidrato trinta minutos antes das atividades físicas.   Isso vai melhorar seu rendimento.

Os cinco mandamentos de  Hong Jin Pai, acupunturista.

1- Reclamar da vida só causa stress.  Em vez de resmungar porque faz frio, vista um agasalho;
2- Passamos a maior parte do dia no trabalho. Por isso, você precisa amar o que faz;
3- Aproveite o trânsito para escutar alguma música que goste, estudar um idioma ou, se não estiver dirigindo, ler;
4- Seja otimista. Lembre-se de que todas as crises são passageiras;
5- A terceira idade deve ser a melhor fase da vida. Estude, exercite-se e leia. Ficar parado só acelera o envelhecimento.

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20 Trocas que valem a pena.

Posted by André Rodrigues em 18/08/2010


Eis uma forma de começar o dia protegendo as artérias. A massa integral presenteia o organismo com boas doses de fibras. Esse ingrediente serve de alimento a bactérias aliadas que moram no intestino. Bem nutridas, algumas delas fabricam mais propionato, uma substância que tem tudo a ver com os níveis de gordura na circulação. “Ao chegar ao fígado, ela diminui a produção de colesterol”, explica a gastroenterologista Jacqueline Alvarez-Leite, da Universidade Federal de Minas Gerais. Com isso, cai também a quantidade dessa partícula no sangue.

2 Leite integral por desnatado Esse esquema garante a entrada do cálcio, tão caro aos ossos, sem um bando de penetras gordurosos. A bebida desnatada tem o mesmo teor do mineral, com a vantagem de ostentar menos ácidos graxos saturados. O excesso desse tipo de gordura eleva os níveis de LDL, a fração ruim do colesterol. “Isso porque reduz o número de receptores que captam LDL nas células”, ensina a nutricionista Ana Maria Pita Lottenberg, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Se esse mecanismo não funciona direito, o colesterol vaga no sangue, pronto para se depositar na parede das artérias.

3 Óleo de soja e outros por azeite O ganho dessa troca vem da combinação entre gorduras benéficas e antioxidantes que povoam o óleo de oliva. Uma de suas vantagens é fornecer doses generosas de ácidos graxos monoinsaturados. “Eles não aumentam os níveis de LDL e ainda ajudam a erguer um pouco as taxas de HDL, o colesterol bom”, afirma o cardiologista Raul Dias dos Santos, do Instituto do Coração de São Paulo. “Além disso, os compostos fenólicos do azeite evitam a oxidação do colesterol, fenômeno que propicia a formação das placas”, completa Jorge Mancini, diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo.

4 Pizza de mussarela pelas de vegetais A ideia pode não agradar aos fãs mais puristas das pizzarias, mas presta um enorme serviço aos vasos sanguíneos. Deixar camadas e mais camadas de queijo de lado de vez em quando significa podar gordura saturada do cardápio. Como você viu, ela protagoniza o disparo do LDL, o tipo perigoso do colesterol. Substituir a mussarela ou a quatro queijos pelas redondas cobertas de vegetais é uma saída para degustar pizzas sem receio. Opções não faltam — vale pizza de escarola, de rúcula, de brócolis e até de abobrinha. E elas oferecem um bônus: pitadas de fibras e antioxidantes.

5 Salgadinhos por castanhas Essa troca é destinada àquele momento em que pinta a fome no meio do dia. Solução fácil, mas nada saudável, seria recorrer aos salgadinhos ou biscoitos recheados, petiscos que costumam contar com gordura trans em sua receita. “Ela não só faz aumentar o LDL como ainda contribui para derrubar o HDL”, alerta Ana Maria Lottenberg. Para escapar da malfeitora, aposte nas castanhas e nas nozes — legítimos depósitos da gordura monoinsaturada, que faz exatamente o trabalho oposto. “As oleaginosas ainda são fontes de antioxidantes”, lembra Jorge Mancini.

6 Cereais açucarados por aveia A aveia tem fama de ser um dos cereais mais nutritivos do planeta. Por isso merece um espaço logo no café da manhã — seja na forma de flocos, seja no mingau. Um estudo da Universidade Federal de Santa Catarina comprova, mais uma vez, sua capacidade de cortar a gordura que sobra no sangue. “A aveia é rica em betaglucanas, fibras fermentadas no intestino e capazes de regular a síntese de colesterol”, explica a autora, Alicia de Francisco, que também é coordenadora para a América Latina da Associação Americana de Químicos de Cereais. “Observamos que elas ainda aumentam o HDL.”

7 Bauru por peito de peru e queijo branco Calma, não pretendemos condenar ao ostracismo um lanche tão tradicional como o bauru. O problema é que ele deixa a desejar se as taxas de colesterol já rumam aos céus. Basta averiguar seus ingredientes: queijo prato e presunto, redutos de gordura saturada e colesterol. Que tal substituí-lo por um sanduba de peito de peru e queijo branco, que é mais esbelto do que seu congênere? Experimente. Só é preciso ficar atento ao tamanho do lanche. Ora, uma gigantesca baguete recheada pode fornecer mais calorias e gorduras do que um bauru de porte modesto.

8 Camarão por peixe Convenhamos: frutos do mar não são tão frequentes no prato do brasileiro. Mas vale ficar atento durante aquela viagem à praia para não se abarrotar de camarões. Eles encabeçam o ranking marinho de colesterol — são 152 miligramas da gordura em uma porção de 100 gramas . Ou seja, quase o triplo do que é oferecido pela mesma quantidade de um peixe gordo como o salmão. Esse pescado se sai melhor também por outro motivo: ele é carregado de ômega-3. E uma nova pesquisa da Universidade Columbia, nos Estados Unidos, revela: o ômega diminui a captação de LDL pela parede das artérias, prevenindo as placas.

9 Picanha por lombo O porco não é mais gordo que o boi nem o boi é mais gordo que o porco. Tudo é uma questão de corte. Há peças bovinas com menos gordura saturada, caso da alcatra e do filé mignon, e há aquelas parrudas, como a picanha e o cupim. O mesmo raciocínio se aplica à carne suína: o lombo é mais magro que o pernil. Mas saiba que há medidas para retalhar o possível malefício de qualquer corte rechonchudo. “Limpe a peça antes de cozinhá-la, retirando toda gordura aparente”, ensina Ana Maria. Até porque, apesar de a gente não ver, altas doses do nutriente já estão emaranhadas na carne.

10 Manteiga por margarina Elas mantêm uma rivalidade histórica e ainda suscitam debates entre os experts. No duelo em prol de artérias saudáveis, porém, a margarina leva certa vantagem, porque não conta com a famigerada gordura de origem animal e o colesterol. Nos últimos anos, a indústria tem acrescentado componentes à sua fórmula para torná-la mais benéfica. Entre eles, destaque para os fitosteróis, que facilitam a expulsão do colesterol pelas fezes. “Os produtos enriquecidos com essa substância são indicados a quem já tem colesterol alto”, avisa Ana Maria.

11 Quindim por compota de frutas Os doces costumam ser condenados por carregarem açúcar demais. Quando a discussão envolve colesterol, porém, o açúcar pesa menos do que outro ingrediente comum em quindins, brigadeiros e bolos: a gordura. A manteiga, o creme de leite e outros ingredientes gordurosos que dão consistência aos quitutes levam consigo ácidos graxos saturados, que alavancam as taxas de LDL. Não à toa, os especialistas aconselham trocar esse tipo de sobremesa por opções que, sem perder o sabor adocicado, são desengorduradas. O melhor exemplo são as compotas de frutas. Só não vale, é claro, abusar.

12 Suco de laranja pelo de uva Essa é para matar a sede e resguardar o peito. É na casca da uva que está um parceiro do coração, o resveratrol. “Ele atua na redução do colesterol e tem efeito antioxidante”, diz a bioquímica Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Ao impedir que as partículas de LDL se oxidem, a substância evita indiretamente que elas grudem na parede do vaso. Ao contrário do que muita gente pensa, o resveratrol não é exclusivo do vinho. O suco de uva natural e feito na hora (com casca, por favor!) também o disponibiliza ao organismo.

13 Chá de ervas por chá-mate Não é campanha contra a receita da avó, mas as infusões à base de camomila e afins perdem feio para o mate se o assunto é colesterol. Que o digam cientistas da Universidade Federal de Santa Catarina, que avaliaram as propriedades dessa erva típica do sul do país. “Notamos uma queda de 8,5% nos níveis de LDL em voluntários com taxas normais e uma redução extra de 13,5% em pessoas que tomavam remédios para abaixar o colesterol”, conta o farmacêutico Edson Luiz da Silva , que liderou a pesquisa. A proeza vem das saponinas, moléculas presentes no mate. “Elas diminuem a absorção do colesterol no intestino, favorecendo sua excreção pelas fezes”, explica.

14 Cebola branca por cebola roxa Essa troca pode ser estendida à alface e ao repolho: prefira sempre o roxo. As hortaliças com essa cor abrigam um pigmento que aplaca o colesterol, a antocianina. “Experimentos feitos em animais no nosso laboratório mostraram que ela reduz consideravelmente a concentração da gordura no sangue”, conta a professora Tânia Toledo de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa. “A substância inibe uma enzima que participa da síntese de colesterol no fígado, além de aumentar sua eliminação do organismo.” Morangos e cerejas, saiba, também são reservas de antocianinas.

15 Molho branco pelo de tomate O macarrão é o mais inocente por aqui. Quem incentiva ou não a escalada do colesterol é o molho — sempre. O branco é bem gordo. Em 2 colheres de sopa encontramos 4,5 gramas de gordura. Como o preparo exige creme de leite e queijo, o prato fica cheio de ácidos graxos saturados. Uma bela macarronada ao sugo não guarda esse perigo. Nas mesmas 2 colheres de sopa, há somente 0,1 grama de gordura. “Apenas procure usar o molho de tomate feito em casa e evitar a manteiga no momento de refogá-lo”, orienta a nutricionista Ana Maria Lottenberg. E, se possível, opte pela massa integral.

16 Chocolate ao leite pelo amargo O doce de cacau se notabilizou como um amigo do sistema circulatório. Mas não é todo chocolate que, de fato, prova sua amizade às nossas artérias. O tipo que merece respeito é o amargo. “Ele possui menos gorduras saturadas que o branco e a versão ao leite”, afirma a nutricionista Vanderlí Marchiori, colaboradora da Associação Paulista de Nutrição. “Sem falar que fornece catequinas, substâncias que ajudam a sequestrar o LDL e impedir sua oxidação”, diz. Mas fique atento ao rótulo: amargo de verdade tem mais de 60% de cacau em sua composição.

17 Sal por ervas e alho Está em suas mãos uma maneira de preservar os vasos sem deixar a comida ficar insossa: em vez de exagerar no sal, ingrediente que patrocina a hipertensão, use a imaginação e as ervas aromáticas, além de alho. “Ele tem compostos capazes de controlar o colesterol”, exemplifica Vanderlí. E ervas como o orégano e o alecrim merecem ser convidadas à cozinha por causa do seu poder de fogo contra a oxidação, um fenômeno que, você já sabe, não poupa o LDL, tornando-o ainda mais danoso para as artérias. Mas essa ação pode minguar quando os ingredientes são expostos a temperaturas elevadas. Procure acrescentá-los nos minutos finais do cozimento.

18 Frango com pele pelo frango sem pele Muita gente pensa que basta despir uma coxa de frango assada no prato para se livrar de um boom de colesterol. Ledo engano. “Retirar a pele é, sim, fundamental, mas isso deve ser feito antes de levar a carne ao fogo”, esclarece a nutricionista Cláudia Marcílio, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. “Quando submetidos ao calor, a gordura saturada e o colesterol da pele conseguem se dissolver e penetrar na carne”, justifica Ana Maria. Aí, será tarde.

19 Queijo pelo tofu A intenção não é jogar mais pedras sobre o parmesão, o provolone e até o minas, mas abrir espaço ao tofu, que é feito de soja. Ele é uma preciosidade porque concentra o que o grão tem de melhor: proteínas e isoflavonas. “A proteína da soja aumenta a atividade de receptores que colocam o LDL para dentro das células e inibe a principal enzima responsável pela produção de colesterol”, explica a nutricionista Nágila Damasceno, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. E as isoflavonas não só potencializam a queda do LDL como evitam sua oxidação.

20 Pipoca de micro-ondas pela de panelaaz toda a diferença investir um tempo a mais para estourar o milho no fogão. “É uma forma de controlar a quantidade de gordura no preparo, porque no produto de micro-ondas ela já é fixa”, argumenta a doutora em ciência dos alimentos Maria Cristina Dias Paes, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, em Sete Lagoas , no interior de Minas Gerais. A versão que ganha na praticidade perde pontos porque carrega ácidos graxos saturados e trans. “Na panela, dá para usar um óleo mais saudável, como o de canola”, diz Cristina. Daí, você aproveita as fibras do milho, deixando seu colesterol em paz.

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